sábado, fevereiro 25 

PARA UMA HISTÓRIA DA 2ª GUERRA MUNDIAL

O Irão já abriu as candidaturas para a melhor caricatura sobre o Holocausto. Como naquela zona não há muita gente com jeito para o desenho abriram o concurso a outras técnicas de humor.
José Castelo Branco à Revista Caras " O que seria eu em Auscwitz, de Chanel! Que medo que tenho! Que pavor!"
(segundo fontes próximas do urânio Enriquecido, a comunidade judaica revelou ter grande sentido de humor, e grande respeito pela liberdade de expressão, eles ainda andam por aí).
Zelig

sexta-feira, fevereiro 24 

Casa Branca

A ideia era chegar à casa branca.
Para lá chegar o caminho era íngreme. Pela diferença de tons, do mais escuro ao mais claro, percebia-se que não devia ser fácil subir.
Entrei na rua estreita e encurvada. Vi um cão pequeno, com o pelo branco, curto e encaracolado. O cão dirigiu-se a mim e perguntou-me se estava perdida. Disse-lhe que queria ir para a casa branca no topo da encosta. O cão fugiu.
Decidi avançar pela rua calcetada de preto com varandas de ferro forjado. O ar tornava-se rarefeito à medida que subia. Tirei os óculos escuros e imediatamente vi o cego com os seus postos. Ouviu-me e chamou o meu nome. Assustei-me e fiquei ainda com menos ar. Ia custar chegar à casa branca se, de esquina em esquina, me interrompiam.
O cego perguntou-me: "Outra vez a querer espreitar a vida dos outros? Não lhe bastou ver a casa vazia? Já lhe dissemos que era inútil querer ver lá alguém."
Ele tinha razão. Era a terceira vez que subia à casa branca.

Bunker

 

Estás a ver, FTA?...

Faltam-te as palavras?

Faz uma caricatura...

Keizer Soze

 

Hunting the birdcage

linha1

- So, mr. Whittington, can you identify the guy who had the shotgun?

Dylan T.

quinta-feira, fevereiro 23 

ZELIG NA SALA OVAL

Não estou nada bem. Oval foi sempre uma coisa que me deixou tonto. Oval Faz-me lembrar das memórias que já não tenho da Feira Popular. Lembro-me daquelas mulheres a vender algodão doce em forma oval e do buço que tinham entre os joelhos e os tornozelos. Faziam-se sempre acompanhar de um anão de 50cm (não confundir com o John Holmes que esse só tinha 30) que lhes fazia o buço com uma faca do tamanho deles. Extraordinário eram os cheiros a fartura que saiam dos seus sovacos e que quando transpirados davam origem a artigos na science sobre as causas da chuva ácida. Pois é, assim nasceu Portugal.
Zelig

 

Declaração da Gerência

Há uma geração de portugueses e de portuguesas que tomam agora uma empresa em mãos: a de honrar todos aqueles que trocaram o sangue pela estabilidade das fronteiras físicas mais antigas e incontestadas da Europa, oferecendo-lhes todos os seus recursos e forças em troca de um desígnio perene comum e de um desafio que vencerão com abnegação incontestada.

Esse desígnio é o de fechar o ciclo da consolidação do estado de Direito Democrático para que nenhum português, em nenhum espaço ou tempo, veja a sua realização pessoal cerceada pelo contrato que estabeleceu com o Estado no dia em que nasceu e adquiriu a nacionalidade portuguesa.

O desafio é o do compromisso com o progresso que a geração seguinte, definitivamente, não verá mais ligado ao sacrifício dos direitos e à condição de exclusão de parte dela.

Este é o mandato. Este é o Portugal que esses portugueses e essas portuguesas vão realizar. Com ou sem pactos de regime. Com ou sem o beneplácito das corporações.

Esta Administração assume Gerência hoje.

Declaro aberta a sessão.

Keizer Soze.