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quinta-feira, março 16 

A DEMOCRATIZAÇÃO DOS PERFUMES II

(De volta ao Mundo do Mais)
O povo compra perfumes e sente-se igual aos sonhos que os vendem. Quanto mais encharcado em perfume mais inebriante será o sonho. Com a democracia, o povo compra perfumes baratos e sonhos colectivos.
Na democracia capitalista, os sonhos querem-se exclusivos tal como os perfumes. Os perfumes têm nomes que ninguém conhece, elaborados por perfumistas como Frédéric Malle, Serge Lutens, Carthusia, Iunx, Jo Malone, Annick Goutal ou Creed.
A própria Guerlain, apercebendo-se dos tempos que correm, relança os seus antigos perfumes aos preços correspondentes na altura, cerca de 800€ por 100 ml; mas se quiser mais exclusividade, por 30 000€, poderá ter a sua própria fragrância após três encontros com o "nez" perfumista.
Reconforta-me saber que afinal os tempos não mudam.
Bunker

Prefiro a democratização do "gourmand", com Fauchon no "Continente", sem precisarmos de "voiturier", quando queremos comprar os "avocats" para saborearmos um sumo que podemos beber sem recurso ao CPE

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